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Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)

ABNT NBR 15749: como medir resistência de aterramento e tensões de toque e passo

  • Em vigor ABNT NBR 15749:2009

Por Eng. Vinicius Esteves Brisolla de Barros Atualizado em Revisado pela engenharia em

Em resumo

A ABNT NBR 15749 define como planejar, executar e analisar medições de resistência de aterramento e de potenciais na superfície do solo, como tensões de toque e de passo. Vale para quem mede e emite laudo de malhas de subestações, indústrias, SPDA e torres. A edição vigente é a de 2009; a comissão de estudos da ABNT prevê sua revisão.

Versão comentada (PDF)

Os comentários da engenharia da VBE, seção por seção, sem reproduzir a norma.

Nesta página
  1. Situação da norma
  2. A quem se aplica
  3. Como a norma está organizada
  4. Pontos que mais invalidam um laudo
  5. Como aplicar na prática
  6. Fontes oficiais
  7. Perguntas frequentes

Situação da norma

  1. Em vigor hoje

    ABNT NBR 15749:2009

  2. Revisado pela VBE em 03 de abr. de 2026

    Resumo e comentários conferidos com a fonte oficial.

A quem se aplica

A NBR 15749 é uma norma de método de medição. Ela orienta quem precisa comprovar o desempenho de um sistema de aterramento já construído:

  • Engenheiros e técnicos que emitem laudo de aterramento de subestação, cabine primária, indústria, torre ou SPDA.
  • Concessionárias e empresas de manutenção que acompanham a evolução da malha ao longo dos anos.
  • Projetistas que precisam validar em campo o que foi calculado.

Ela não ensina a projetar a malha nem diz qual valor é aceitável. O projeto segue normas como a NBR 15751 (subestações), a NBR 5419 (SPDA), a NBR 5410 e a NBR 14039. A medição de resistividade do solo, que vem antes do projeto, tem norma própria: a NBR 7117-1.

Como a norma está organizada

A numeração exata deve ser conferida no texto vigente. Os temas tratados são:

Bloco Tema
Escopo, referências e definições O que é medido e os termos usados (resistência, impedância, potencial de toque e de passo)
Planejamento Informações prévias sobre a malha, o local e as interferências
Segurança Cuidados com tensões perigosas durante a injeção de corrente
Instrumentação Características do instrumento e dos cabos e eletrodos auxiliares
Resistência ou impedância de aterramento Método da queda de potencial, posicionamento dos eletrodos, curva e patamar
Potenciais na superfície do solo Medição de tensões de toque e de passo com injeção de corrente
Análise e relatório Tratamento das leituras e conteúdo do registro
Anexos Orientações complementares, incluindo medição em alta frequência

Pontos que mais invalidam um laudo

Eletrodo de corrente perto demais. A distância do eletrodo de corrente deve ser grande em relação à maior dimensão da malha. Com distância curta, as zonas de influência se sobrepõem, a curva não forma patamar e o número lido não representa a malha.

Um único ponto de leitura. Medir só na posição de 62% sem traçar a curva não mostra se havia patamar. Um laudo sem curva não permite verificar a medição.

Interferências ignoradas. Correntes parasitas no solo, cabos auxiliares paralelos a linhas energizadas e acoplamento entre os próprios cabos de medição distorcem o resultado. A norma pede atenção ao traçado dos cabos e às condições do local.

Malha não desconectada ou sem registro das conexões. Medir a malha interligada a outras malhas, para-raios de rede ou blindagem de cabos mede o conjunto, não a malha. O relatório precisa dizer o que estava conectado.

Condição do solo não registrada. Solo seco ou encharcado muda o resultado. Data, clima recente e condição do solo devem constar no laudo.

Como aplicar na prática

  1. Levante o projeto ou o as built da malha: dimensões, pontos de conexão e interligações.
  2. Planeje as direções de medição, afastadas de redes, tubulações e cercas metálicas.
  3. Posicione o eletrodo de corrente a uma distância compatível com a dimensão da malha e trace a curva com várias posições do eletrodo de potencial.
  4. Repita em outra direção quando a curva não formar patamar claro.
  5. Em subestações, meça também tensões de toque e passo nos pontos críticos.
  6. Registre instrumento, calibração, croqui, curvas, condições do solo e conexões existentes.

A norma é vendida pela ABNT. A VBE faz medições de aterramento e emite laudo com ART dentro da manutenção elétrica e do prontuário.

Fontes oficiais

Resumo informativo da VBE Engenharia. Não substitui o texto oficial nem reproduz a norma, que deve ser adquirida na ABNT. Cada instalação exige análise por profissional habilitado.

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Ficha

Documento
ABNT NBR 15749
Título
Medição de resistência de aterramento e de potenciais na superfície do solo em sistemas de aterramento
Emitido por
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)
Em vigor hoje
ABNT NBR 15749:2009
Acesso
Norma paga, vendida pela ABNT

Versão comentada (PDF)

Os comentários da engenharia da VBE, seção por seção, sem reproduzir a norma.

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Perguntas sobre a ABNT NBR 15749

O que é o método dos 62%?

É a forma mais conhecida do método da queda de potencial descrito na NBR 15749: injeta-se corrente entre a malha e um eletrodo de corrente distante, e mede-se a tensão com um eletrodo de potencial em posições intermediárias. O valor lido na região de patamar da curva é a resistência. A regra dos 62% só vale com o eletrodo de corrente bem afastado e solo razoavelmente homogêneo.

Alicate terrômetro substitui a medição pela NBR 15749?

Não em geral. O alicate mede a resistência de um laço e só dá resultado coerente em sistemas com vários aterramentos interligados em paralelo. Para malha isolada, subestação ou laudo formal, use o método com eletrodos auxiliares descrito na norma.

A NBR 15749 define o valor máximo de resistência de aterramento?

Não. Ela trata de como medir. Os critérios de aceitação vêm do projeto e das normas de aplicação, como a NBR 5419 para SPDA, a NBR 15751 para subestações e os padrões da concessionária.

Com que frequência medir o aterramento?

A periodicidade vem das normas de aplicação e do plano de manutenção, não da NBR 15749. Para SPDA, siga a periodicidade de inspeção da NBR 5419; em subestações e indústrias, a VBE recomenda incluir a medição no plano de manutenção e no prontuário.

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