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Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-003), CE-64:10

ABNT NBR 5419: proteção contra descargas atmosféricas (SPDA)

  • Em vigor ABNT NBR 5419-1, -2, -3 e -4:2026 (publicadas em 10/03/2026)

Por Eng. Vinicius Esteves Brisolla de Barros Atualizado em Revisado pela engenharia em

Em resumo

A ABNT NBR 5419 define como avaliar o risco de descargas atmosféricas e como proteger estruturas, pessoas e sistemas internos com SPDA e DPS. A edição em vigor é a de 2026, em quatro partes, publicada pela ABNT em 10 de março de 2026 e alinhada à IEC 62305; ela substituiu a edição de 2015.

Versão comentada (PDF)

Os comentários da engenharia da VBE, seção por seção, sem reproduzir a norma.

Nesta página
  1. Situação da norma
  2. A quem se aplica
  3. Como a norma está organizada
  4. O que mudou em relação a 2015
  5. Regra de transição
  6. Pontos que mais geram dúvida ou reprovação
  7. Como aplicar na prática
  8. Fontes oficiais
  9. Perguntas frequentes

Situação da norma

  1. Em vigor hoje

    ABNT NBR 5419-1, -2, -3 e -4:2026 (publicadas em 10/03/2026)

  2. Revisado pela VBE em 04 de ago. de 2026

    Resumo e comentários conferidos com a fonte oficial.

A quem se aplica

A NBR 5419 vale para estruturas em geral, como edifícios residenciais e comerciais, indústrias, galpões, escolas, hospitais e estruturas especiais, e para as linhas de energia e de sinal que entram nelas. Não diz que toda edificação precisa de SPDA: a necessidade e o nível de proteção saem da análise de risco da Parte 2. Usam a norma o projetista, o instalador, quem faz a inspeção periódica e o responsável pela edificação. Em São Paulo, o SPDA também aparece no Projeto Técnico do Corpo de Bombeiros e no atestado da IT 41.

Como a norma está organizada

Parte Tema
NBR 5419-1 Princípios gerais: parâmetros da corrente de descarga, tipos de dano e de perda, níveis de proteção
NBR 5419-2 Gerenciamento de risco: cálculo dos riscos, frequência de danos, mapa de densidade de descargas por município
NBR 5419-3 Danos físicos a estruturas e perigos à vida: captação, descidas, aterramento, equipotencialização, inspeção e manutenção
NBR 5419-4 Sistemas elétricos e eletrônicos internos: medidas de proteção contra surtos, DPS coordenados

O que mudou em relação a 2015

  • Densidade de descargas (Ng) maior. A Parte 2 traz um valor por município, e os valores subiram. Prédios antes dispensados podem passar a precisar de proteção.
  • Frequência de danos (F). Além do risco de perda de vida, a análise passa a estimar quantas falhas por ano os equipamentos podem sofrer, separando equipamentos críticos e não críticos.
  • Equipotencialização como medida de segunda linha. Primeiro se busca a distância de segurança; a equipotencialização entra quando ela não é suficiente.
  • Materiais. Cabo de aço cobreado com seção equiparada à do cobre e novas alternativas de eletrodo de aterramento.
  • Inspeção. Novas formas de avaliar o SPDA, incluindo métodos atualizados de medição de continuidade.

Permaneceram: a medição de resistência de aterramento não é obrigatória, não existe exigência de 10 ohms e os captores ionizantes continuam fora da norma.

Regra de transição

A versão corrigida da edição de 2026 admite a edição de 2015 apenas para projetos protocolados no órgão licenciador antes da publicação da revisão ou em até 180 dias depois dela. O critério é a data de protocolo, não a de contratação ou de início da obra.

Pontos que mais geram dúvida ou reprovação

Laudo sem análise de risco. Um laudo que só mede aterramento não diz se a estrutura está protegida.

DPS fora da conta. Com a frequência de danos, os DPS coordenados da Parte 4 passam a fazer parte do resultado da análise.

Descidas e conexões. Descidas interrompidas, conexões corroídas e captores danificados aparecem em quase toda inspeção de prédio antigo.

Edição não citada. Laudos e projetos novos devem dizer qual edição foi usada.

Como aplicar na prática

  1. Faça a análise de risco pela Parte 2 de 2026, com o Ng do município e os equipamentos da edificação.
  2. Defina o nível de proteção e projete captação, descidas e aterramento pela Parte 3.
  3. Especifique os DPS coordenados pela Parte 4, compatíveis com a NBR 5410.
  4. Execute, inspecione e registre a continuidade e o estado de cada componente.
  5. Programe as inspeções periódicas e guarde os relatórios.

A VBE faz a análise de risco, o projeto, a execução e a inspeção periódica de SPDA.

Fontes oficiais

Resumo informativo da VBE Engenharia. Não substitui o texto oficial nem reproduz a norma, que deve ser adquirida na ABNT. Cada instalação exige análise por profissional habilitado.

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Ficha

Documento
ABNT NBR 5419
Título
Proteção contra descargas atmosféricas (SPDA)
Emitido por
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-003), CE-64:10
Em vigor hoje
ABNT NBR 5419-1, -2, -3 e -4:2026 (publicadas em 10/03/2026)
Acesso
Norma paga, vendida pela ABNT

Versão comentada (PDF)

Os comentários da engenharia da VBE, seção por seção, sem reproduzir a norma.

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Perguntas sobre a ABNT NBR 5419

O que mudou na NBR 5419 de 2026?

A edição de 2026 substituiu a de 2015 nas quatro partes e se aproximou da IEC 62305:2024. Na análise de risco (Parte 2), os valores de densidade de descargas subiram e entrou a avaliação da frequência de danos a equipamentos, o que tende a exigir mais DPS e, em alguns casos, nível de proteção mais alto.

Ainda posso fazer projeto pela NBR 5419 de 2015?

Só nos casos da regra de transição da versão corrigida: projetos protocolados no órgão licenciador antes da publicação da revisão ou em até 180 dias depois dela. Fora disso, vale a edição de 2026. Registre no memorial a edição usada.

A NBR 5419 exige resistência de aterramento de 10 ohms?

Não. Segundo o relator da revisão, a edição de 2026 manteve a medição de resistência de aterramento como não obrigatória e não fixa valor de 10 ohms; o que importa é o arranjo do eletrodo e a equipotencialização.

Para-raios ionizante (radioativo) é aceito?

Não. Os captores ionizantes continuam fora da norma, e o uso deles segue em desconformidade com a NBR 5419.

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