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Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)

ABNT NBR 10898: projeto, instalação e manutenção da iluminação de emergência

  • Em vigor ABNT NBR 10898:2023 (publicada em 14/02/2023)

Por Eng. Vinicius Esteves Brisolla de Barros Atualizado em Revisado pela engenharia em

Em resumo

A ABNT NBR 10898 define os requisitos de projeto, instalação, ensaio e manutenção dos sistemas de iluminação de emergência em edificações. Vale para projetistas, instaladores, síndicos e responsáveis por imóveis que precisam de AVCB ou CLCB. A edição vigente foi publicada pela ABNT em 14/02/2023 e substituiu a de 2013.

Versão comentada (PDF)

Os comentários da engenharia da VBE, seção por seção, sem reproduzir a norma.

Nesta página
  1. Situação da norma
  2. A quem se aplica
  3. Como a norma está organizada
  4. Pontos que mais reprovam na vistoria
  5. Como aplicar na prática
  6. Fontes oficiais
  7. Perguntas frequentes

Situação da norma

  1. Em vigor hoje

    ABNT NBR 10898:2023 (publicada em 14/02/2023)

  2. Revisado pela VBE em 31 de mai. de 2026

    Resumo e comentários conferidos com a fonte oficial.

A quem se aplica

A NBR 10898 é a norma técnica do sistema de iluminação de emergência: o conjunto de luminárias, fontes de energia, circuitos e controles que mantém a iluminação mínima para evacuação quando falta a energia normal. Ela interessa a:

  • Projetistas de instalações elétricas e de proteção contra incêndio.
  • Instaladores, que montam circuitos, fontes e luminárias.
  • Síndicos, gestores prediais e responsáveis técnicos, que mantêm o sistema e respondem na vistoria.

Em São Paulo, a exigência de ter o sistema vem do regulamento de segurança contra incêndio e da Instrução Técnica de iluminação de emergência do Corpo de Bombeiros (IT 18), que remete à NBR 10898 para os requisitos técnicos. A norma é vendida pela ABNT.

Iluminação de emergência não é o mesmo que sinalização de emergência. As placas de saída e de rota, inclusive as fotoluminescentes, seguem a IT de sinalização (IT 20 em SP) e norma própria. As duas precisam ser projetadas juntas, mas uma não substitui a outra: a placa indica o caminho, a iluminação permite enxergá-lo.

Como a norma está organizada

A numeração exata deve ser conferida no texto de 2023. Os temas tratados são:

Bloco Tema
Escopo, referências e definições Sistema, aclaramento, balizamento, autonomia, fontes
Projeto Função de cada ponto, posicionamento, níveis de iluminamento, rotas de fuga
Fontes de energia Sistema centralizado com baterias, blocos autônomos, grupo motogerador
Luminárias e componentes Requisitos de desempenho e identificação
Circuitos e instalação Proteção, independência e condições dos circuitos de emergência
Ensaios e manutenção Verificações periódicas, ensaios de autonomia e registros
Documentação Projeto, memorial e registros de manutenção

Pontos que mais reprovam na vistoria

Autonomia insuficiente. Bateria que não sustenta o tempo mínimo exigido é a falha mais comum. A bateria envelhece: um bloco que passou no teste há dois anos pode não passar hoje.

Escadas, mudanças de direção e portas sem cobertura. Esses pontos exigem atenção especial no projeto. Iluminação só no corredor, deixando o lance de escada escuro, reprova.

Bloco autônomo ligado na tomada errada. O bloco precisa sentir a falta de energia no circuito de iluminação daquele ambiente. Ligado em tomada de outro circuito, ele não acende quando o disjuntor da iluminação desarma.

Luminária encoberta ou fora de posição. Reforma, forro novo, divisória ou estoque alto bloqueiam a luz. A vistoria confere o que está instalado, não o projeto.

Sem registro de manutenção. Sem registro dos testes periódicos, não há como demonstrar que o sistema é mantido.

Como aplicar na prática

  1. Confira a exigência da IT 18 para a ocupação e a área da edificação.
  2. Levante as rotas de fuga, escadas, mudanças de direção, portas e equipamentos de segurança.
  3. Escolha o tipo de fonte e projete a posição dos pontos e os circuitos conforme a NBR 10898.
  4. Na instalação, verifique a ligação de cada bloco no circuito certo e a proteção dos circuitos.
  5. Faça o ensaio de autonomia antes da vistoria e registre.
  6. Mantenha a rotina de testes periódicos e troque baterias antes do fim da vida útil.

A VBE projeta, instala e mantém sistemas de iluminação de emergência dentro das instalações elétricas de obra e da manutenção predial.

Fontes oficiais

Resumo informativo da VBE Engenharia. Não substitui o texto oficial nem reproduz a norma, que deve ser adquirida na ABNT. Cada instalação exige análise por profissional habilitado.

Ficou com dúvida sobre a ABNT NBR 10898?

O Engenheiro Virtual responde na hora, com base nos guias e normas do Circuito VBE.

Ficha

Documento
ABNT NBR 10898
Título
Sistema de iluminação de emergência
Emitido por
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)
Em vigor hoje
ABNT NBR 10898:2023 (publicada em 14/02/2023)
Acesso
Norma paga, vendida pela ABNT

Versão comentada (PDF)

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Perguntas sobre a ABNT NBR 10898

Qual a edição vigente da NBR 10898?

A de 2023, publicada pela ABNT em 14/02/2023, que substituiu a edição de 2013. Projetos novos e adequações devem citar a edição de 2023, sem esquecer a Instrução Técnica de iluminação de emergência do Corpo de Bombeiros do estado.

Bloco autônomo ou sistema centralizado: qual escolher?

A norma admite os dois, além de grupo motogerador. Blocos autônomos são simples em edificações menores; sistemas centralizados facilitam manutenção e teste em prédios grandes. A escolha deve considerar autonomia, manutenção e a exigência da IT para o tipo de ocupação.

De quanto em quanto tempo testar a iluminação de emergência?

A NBR 10898 prevê rotinas de verificação funcional e de ensaio de autonomia com periodicidade definida no texto, e os resultados devem ser registrados. Confira os intervalos na norma e mantenha o livro de registro disponível para a vistoria.

A iluminação de emergência pode ficar no mesmo circuito das tomadas?

Não é boa prática. A norma trata da proteção e da independência dos circuitos de emergência, para que uma falha em outro circuito não os desligue. Blocos autônomos devem ser alimentados pelo circuito de iluminação do ambiente, para detectar a falta de energia ali.

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