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Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo (CBPMESP)

IT 20: sinalização de emergência nas edificações de SP

  • Em vigor IT 20/2025 (Portaria nº CCB-003/800/25, DOE de 20/03/2025)

Por Eng. Vinicius Esteves Brisolla de Barros Atualizado em Revisado pela engenharia em

Em resumo

A Instrução Técnica nº 20 do Corpo de Bombeiros de São Paulo define as placas, faixas e marcações de segurança contra incêndio: proibição, alerta, orientação e salvamento, equipamentos e sinalização complementar. A edição em vigor é a IT 20/2025, publicada pela Portaria CCB-003/800/25 no DOE de 20 de março de 2025, e vale para as edificações e áreas de risco sujeitas ao Regulamento estadual.

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Os comentários da engenharia da VBE, seção por seção.

Nesta página
  1. Situação da norma
  2. A quem se aplica
  3. Como a IT 20/2025 está organizada
  4. Pontos que mais geram dúvida ou reprovação
  5. Como aplicar na prática
  6. Fontes oficiais
  7. Perguntas frequentes

Situação da norma

  1. Em vigor hoje

    IT 20/2025 (Portaria nº CCB-003/800/25, DOE de 20/03/2025)

  2. Revisado pela VBE em 02 de jul. de 2026

    Resumo e comentários conferidos com a fonte oficial.

A quem se aplica

A IT 20 vale para as edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo sujeitas ao Regulamento de Segurança contra Incêndio (Decreto Estadual nº 69.118/2024), sempre que a sinalização de emergência for exigida, o que acontece na grande maioria das ocupações. Interessa ao projetista do Projeto Técnico, ao instalador, ao síndico ou gestor que renova o AVCB e a quem faz reformas que mudam layout, portas e rotas.

A sinalização trabalha junto com outras medidas: a iluminação de emergência (IT 18) garante que as placas sejam vistas com a energia cortada, o alarme (IT 19) avisa que é hora de sair, e as saídas de emergência (IT 11) definem as rotas que a sinalização indica. Para a parte elétrica da edificação, a IT 20 interessa principalmente na sinalização de alerta de quadros, salas elétricas, geradores e subestações, que também é verificada no atestado da IT 41.

Como a IT 20/2025 está organizada

Seção Tema
1 e 2 Objetivo e aplicação
3 Definições
4 Procedimentos gerais: sinalização básica (proibição, alerta, orientação e salvamento, equipamentos) e complementar
5.1 Sinalização básica: posição, altura e distâncias
5.2 Sinalização complementar: rotas, obstáculos, demarcação de piso, hidrantes
5.3 a 5.5 Requisitos gerais, materiais e fotoluminescência
5.6 e 5.7 Manutenção e acessibilidade
Anexos A, B e C Formas, cores e dimensões; simbologia; exemplos de aplicação

Pontos que mais geram dúvida ou reprovação

Altura e posição. A regra geral é a base da placa a 1,8 m do piso acabado. Placa de saída sobre porta vai imediatamente acima dela, a no máximo 0,1 m da verga (item 5.1.3). Placa instalada no alto da parede “para ficar visível” é exigência certa.

Distâncias nas rotas. Nenhum ponto da rota pode ficar a mais de 15 m de uma sinalização de orientação, e de cada placa deve ser possível ver a próxima, até 30 m (item 5.1.3). Mudança de layout com divisórias quebra essa sequência.

Equipamentos sem visão direta. Extintor ou hidrante atrás de pilar ou prateleira pede seta indicativa a no máximo 7,5 m do equipamento (item 5.1.3.2).

Fotoluminescência. Os elementos brancos e amarelos das sinalizações de orientação, de equipamentos, de rotas e de obstáculos devem ser fotoluminescentes (item 5.5.2), com material conforme a ABNT NBR 16820 (item 5.5.3). Placa comum de PVC adesivado, sem marcação do fabricante, costuma ser recusada.

Obstáculos e vidros. Pilares e obstáculos na rota recebem faixa zebrada, e superfícies de vidro transparente na rota recebem tarja de identificação (item 5.2.2).

Manutenção. Placas desbotadas, sujas, cobertas por mobiliário ou que perderam o efeito fotoluminescente devem ser substituídas (item 5.6).

Como aplicar na prática

  1. Parta da planta do Projeto Técnico aprovado e marque rotas, saídas, equipamentos e riscos específicos (casa de máquinas, quadro elétrico, gás).
  2. Defina cada placa pela simbologia do Anexo B e as dimensões pelo Anexo A, considerando a distância de leitura.
  3. Na instalação, confira alturas, a sequência de 15 m e 30 m e a visibilidade a partir de cada ponto.
  4. Compre material fotoluminescente com marcação do fabricante e laudo conforme a NBR 16820.
  5. Revise a sinalização a cada reforma e na preparação para a renovação do AVCB.

A VBE inclui a sinalização de quadros, salas elétricas e rotas na execução e nas inspeções de manutenção predial.

Fontes oficiais

Resumo informativo da VBE Engenharia. Não substitui o texto oficial. Cada instalação exige análise por profissional habilitado.

Ficou com dúvida sobre a IT 20?

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Ficha

Documento
IT 20
Título
Sinalização de emergência
Emitido por
Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo (CBPMESP)
Em vigor hoje
IT 20/2025 (Portaria nº CCB-003/800/25, DOE de 20/03/2025)
Acesso
Documento público, gratuito

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Perguntas sobre a IT 20

Em que altura devem ficar as placas de sinalização de emergência?

A regra geral da IT 20 é a base da placa a 1,8 m do piso acabado para proibição, alerta, equipamentos e identificação. A placa de saída sobre porta fica imediatamente acima dela, a no máximo 0,1 m da verga (item 5.1.3).

Qual a distância máxima entre placas de rota de fuga?

Nenhum ponto da rota pode ficar a mais de 15 m de uma sinalização de orientação, e de cada placa deve ser possível ver a seguinte, até 30 m (item 5.1.3).

A sinalização precisa ser fotoluminescente?

Sim, para as sinalizações de orientação e salvamento, de equipamentos e para as complementares de rotas e obstáculos, nos elementos brancos e amarelos (item 5.5.2). O material deve atender à ABNT NBR 16820 (item 5.5.3).

Sinalização de emergência é a mesma coisa que iluminação de emergência?

Não. A sinalização (placas e faixas) é tratada pela IT 20; a iluminação de emergência, pela IT 18 e pela ABNT NBR 10898. Uma não substitui a outra, embora trabalhem juntas nas rotas de fuga.

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