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International Electrotechnical Commission (IEC)

IEC 60909: cálculo de correntes de curto-circuito em sistemas trifásicos

  • Em vigor IEC 60909-0:2026 (edição 3.0, publicada em 23/07/2026)

Por Eng. Vinicius Esteves Brisolla de Barros Atualizado em Revisado pela engenharia em

Em resumo

A IEC 60909-0 é o método internacional para calcular correntes de curto-circuito em sistemas trifásicos de baixa e alta tensão, em 50 Hz ou 60 Hz. É usada por projetistas para dimensionar disjuntores, barramentos, cabos e ajustes de proteção. A edição em vigor é a 3.0, publicada pela IEC em 23/07/2026, que substitui a edição de 2016.

Versão comentada (PDF)

Os comentários da engenharia da VBE, seção por seção, sem reproduzir a norma.

Nesta página
  1. Situação da norma
  2. A quem se aplica
  3. Como a norma está organizada
  4. Pontos que mais geram dúvida
  5. Como aplicar na prática
  6. Fontes oficiais
  7. Perguntas frequentes

Situação da norma

  1. Em vigor hoje

    IEC 60909-0:2026 (edição 3.0, publicada em 23/07/2026)

  2. Revisado pela VBE em 15 de set. de 2026

    Resumo e comentários conferidos com a fonte oficial.

A quem se aplica

A IEC 60909 é usada por quem projeta e verifica instalações elétricas: projetistas de subestações, cabines primárias, quadros gerais de baixa tensão, centros de controle de motores e usinas fotovoltaicas, além de quem faz estudos de seletividade e de energia incidente de arco.

A Parte 0 vale para sistemas trifásicos de corrente alternada em baixa e alta tensão, em 50 Hz ou 60 Hz. A edição de 2026 deixa fora do escopo sistemas com tensão máxima de 550 kV ou mais com linhas de transmissão longas. A série tem outras partes de apoio: relatórios técnicos com fatores e exemplos de cálculo, dados de equipamentos e o cálculo de correntes que circulam pela terra.

No Brasil, a IEC 60909-0 é a referência de mercado para o cálculo, usada em conjunto com a NBR 5410, a NBR 14039 e a NBR IEC 61439 (quadros). A norma é vendida pela IEC e por distribuidores autorizados.

Como a norma está organizada

Estrutura da edição 3.0 (2026), conforme o sumário publicado pela IEC:

Seção Tema
1 a 4 Escopo, referências, termos, símbolos e subscritos
5 Características das correntes de curto e método de cálculo
6 Modelagem dos equipamentos (rede, transformadores, geradores, motores, linhas, conversores)
7 Corrente inicial simétrica (Ik’’)
8 Corrente de pico (ip)
9 Corrente simétrica de interrupção (Ib)
10 Componente contínua e corrente assimétrica de interrupção
11 Corrente de curto em regime permanente (Ik)
12 Curto no lado de baixa do transformador com um condutor aberto na alta
13 Curto nos terminais de motores assíncronos
14 Corrente térmica equivalente e integral de Joule
Anexos A e B Curto dentro de unidade geradora; fórmulas dos fatores m e n

Pontos que mais geram dúvida

Fonte de tensão equivalente. A norma não simula a rede antes da falta. Ela coloca uma fonte equivalente no ponto do defeito, ajustada por um fator de tensão c, e anula as outras fontes. Os valores de c estão em tabela da norma: use o máximo para dimensionar equipamento e o mínimo para conferir proteção.

Fatores de correção de impedância. Transformadores e geradores recebem fatores de correção definidos na seção 6. Esquecê-los subestima a corrente.

Contribuição de motores e conversores. Motores de indução alimentam o curto nos primeiros ciclos. Inversores de usinas fotovoltaicas e outras fontes com conversor têm modelo próprio. Ignorar essas contribuições em um QGBT industrial ou em usina leva a disjuntor subdimensionado.

Qual corrente comparar com qual dado do equipamento. Capacidade de interrupção do disjuntor, suportabilidade de curta duração e de pico do barramento e suportabilidade térmica do cabo usam grandezas diferentes (Ik’’, Ib, ip e integral de Joule). Misturar é erro frequente em memorial.

Dados da concessionária. O nível de curto no ponto de entrega vem da distribuidora. Sem esse dado, o estudo usa hipóteses que precisam ficar registradas.

Como aplicar na prática

  1. Peça à concessionária o nível de curto-circuito no ponto de conexão e registre a data da informação.
  2. Monte o diagrama unifilar com dados de placa de transformadores, geradores, motores e cabos.
  3. Modele cada equipamento conforme a seção 6, com os fatores de correção.
  4. Calcule as correntes máximas nos barramentos principais e compare com a capacidade de interrupção e a suportabilidade dos equipamentos.
  5. Calcule as correntes mínimas no fim dos circuitos e confira os ajustes de proteção.
  6. Documente hipóteses, edição da norma e software usado, e revise o estudo quando a instalação mudar.

A VBE faz estudos de curto-circuito e seletividade e especifica quadros e subestações a partir deles.

Fontes oficiais

Resumo informativo da VBE Engenharia. Não substitui o texto oficial nem reproduz a norma, que deve ser adquirida na ABNT. Cada instalação exige análise por profissional habilitado.

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Ficha

Documento
IEC 60909
Título
Cálculo de correntes de curto-circuito
Emitido por
International Electrotechnical Commission (IEC)
Em vigor hoje
IEC 60909-0:2026 (edição 3.0, publicada em 23/07/2026)
Acesso
Norma paga, vendida pela ABNT

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Perguntas sobre a IEC 60909

Qual a edição vigente da IEC 60909-0?

A edição 3.0, IEC 60909-0:2026, publicada em 23/07/2026. A IEC registra a mesma data como retirada da edição 2.0, de 2016. Estudos novos devem citar a edição de 2026.

O que mudou na edição de 2026?

Segundo o prefácio da própria IEC, a edição reorganiza e complementa as seções, com destaque para a seção 6 (modelagem dos equipamentos), e reestrutura os subscritos usados nas grandezas. O método da fonte de tensão equivalente continua a base do cálculo.

Qual corrente de curto uso para escolher o disjuntor?

A capacidade de interrupção do disjuntor é comparada à corrente máxima no ponto de instalação (a inicial simétrica e, conforme o equipamento, a de interrupção), calculada com o fator de tensão máximo. A corrente de pico serve para verificar a suportabilidade dinâmica de barramentos e equipamentos (seções 7 a 9 da norma).

Por que calcular também a corrente de curto mínima?

Porque a proteção precisa atuar no pior caso de corrente baixa, como uma falta fase-terra no fim de um circuito longo. A IEC 60909-0 prevê o cálculo de mínimos com o fator de tensão mínimo, e ele é a base para conferir ajustes e o seccionamento automático.

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