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Neoenergia Elektro (Elektro Redes S.A., grupo Neoenergia)

DIS-NOR-036 (Neoenergia Elektro): entrada de energia e subestação em média tensão

  • Em vigor DIS-NOR-036 REV 06, aprovada em 30/09/2025

Por Eng. Vinicius Esteves Brisolla de Barros Atualizado em Revisado pela engenharia em

Em resumo

A DIS-NOR-036 define como deve ser a entrada de energia em média tensão de uma unidade consumidora individual, do ponto de conexão até a origem da instalação. Na Neoenergia Elektro vale a REV 06, aprovada em 30/09/2025, que substituiu a antiga ND.20.

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Os comentários da engenharia da VBE, seção por seção.

Nesta página
  1. Situação da norma
  2. A quem se aplica
  3. Como a norma está organizada
  4. Pontos que mais geram dúvida ou reprovação
  5. Como aplicar na prática
  6. Fontes oficiais
  7. Perguntas frequentes

Situação da norma

  1. Em vigor hoje

    DIS-NOR-036 REV 06, aprovada em 30/09/2025

  2. Revisado pela VBE em 12 de jul. de 2026

    Resumo e comentários conferidos com a fonte oficial.

A quem se aplica

A DIS-NOR-036 é a norma do grupo Neoenergia para a entrada de energia em média tensão. Na Neoenergia Elektro ela substituiu integralmente a ND.20 (revisão 05). O texto vale para o projeto e a execução das instalações de média tensão do ponto de conexão até a origem da instalação, em ligações novas, reformas, ampliações e ligações provisórias (seção 4).

Também se aplica à cabine de conexão de geradores em média tensão, como minigeração e autoprodução. Na área da Elektro, as permissionárias de distribuição podem optar pelos padrões alternativos da ET-E-110/2017.

Quem usa a norma no dia a dia:

  • indústrias, galpões logísticos, hospitais, shoppings e condomínios com carga acima de 75 kW;
  • projetistas e responsáveis técnicos da subestação de entrada;
  • montadores de cabine, de cubículo blindado e de subestação em poste.

Como a norma está organizada

Seção Tema
1 a 6 Controle de alterações, documentos substituídos, objetivo, campo de aplicação, responsabilidades e definições
7 (início) Requisitos gerais, condições para fornecimento, responsabilidade profissional e sistema de distribuição
7 (entrada) Ponto de conexão, entrada de serviço, ramal de conexão, ramal de entrada e medição
7 (subestação) Tipos de subestação, conjunto de manobra em invólucro metálico, barramentos, compartilhamento e transformadores
7 (equipamentos) Para-raios, chave fusível, seccionador, disjuntor, buchas, TC e TP de proteção, ambiente agressivo
7 (proteção) Proteção da subestação e da derivação do ramal, sistema de incêndio e geração própria
7 (projeto) Projeto elétrico, análise, validade, alteração de carga, cargas perturbadoras, demanda contratada, pedido de fornecimento e migração para o mercado livre
8 e 9 Referências e anexos com desenhos, esquemas e tabelas

A REV 06 alterou os itens 7.10, 7.24, 7.25 e 7.26, retirou o item 7.39, incluiu o Esquema 5 e passou a prever ramal de média tensão de 95 mm² em 13,8 kV.

Pontos que mais geram dúvida ou reprovação

Subestação simplificada ou plena. O limite de 300 kVA define o arranjo. Na simplificada, a medição fica no secundário do transformador, junto à subestação e próxima da carga (itens 7.9.3.1 e 7.9.3.2). Projetar uma simplificada e depois ampliar para além do limite obriga a refazer a entrada.

Tensão do local. A Elektro tem redes em 13,2 kV, 13,8 kV e 34,5 kV. Transformador, para-raios e chaves precisam ser da classe certa e com as derivações pedidas pela norma.

Caixas de medição e materiais padronizados. As caixas de medição, TC e disjunção seguem especificação própria (DIS-ETE-145). Material fora do padrão é motivo de reprovação na vistoria.

Proteção e seletividade. Estudo de proteção, ajuste de relé e coordenação com a proteção da distribuidora são conferidos na análise do projeto. Falta de memorial ou de ajuste coerente atrasa a liberação.

Validade do projeto. São 36 meses. Obra parada por muito tempo pode exigir nova análise, sobretudo se a norma mudar no meio do caminho.

Como aplicar na prática

  1. Confirme o enquadramento: carga instalada, demanda prevista e equipamentos especiais.
  2. Peça à Elektro a tensão e as condições do ponto de conexão no endereço.
  3. Defina o tipo de subestação pelo limite de 300 kVA e pela expansão prevista.
  4. Desenvolva o projeto elétrico com memorial, estudo de proteção e desenhos conforme os anexos.
  5. Submeta o projeto, responda às ressalvas e só compre equipamentos depois da liberação.
  6. Execute, faça os ensaios de comissionamento e peça a inspeção e a ligação dentro da validade.

A VBE projeta e executa subestações de entrada em média tensão, da análise na distribuidora até a energização.

Fontes oficiais

Resumo informativo da VBE Engenharia. Não substitui o texto oficial. Cada instalação exige análise por profissional habilitado.

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Ficha

Documento
Elektro
Título
Fornecimento em média tensão
Emitido por
Neoenergia Elektro (Elektro Redes S.A., grupo Neoenergia)
Em vigor hoje
DIS-NOR-036 REV 06, aprovada em 30/09/2025
Acesso
Documento público, gratuito

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Perguntas sobre a Elektro

Quando a Elektro exige ligação em média tensão?

Quando a carga instalada passa de 75 kW, com demanda contratada ou estimada até 2.500 kW, ou quando, acima de 50 kW, há equipamentos que podem prejudicar a rede, como motor trifásico acima de 30 cv (seção 7, condições para fornecimento).

Qual a diferença entre subestação simplificada e plena?

Pelas definições da DIS-NOR-036, a simplificada atende unidades com potência até 300 kVA e a plena atende acima de 300 kVA. A escolha muda proteção, medição e o tipo de abrigo.

Em que tensões a Elektro fornece média tensão?

Em 13,2 kV, 13,8 kV ou 34,5 kV, a depender da localidade. A tensão do ponto de conexão deve ser confirmada com a distribuidora antes do projeto.

Por quanto tempo vale o projeto liberado?

Trinta e seis meses a partir da liberação para construção (item 7.32.1). Alterações depois da liberação precisam passar por nova análise.

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