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Enel Distribuição São Paulo (Enel Grids Brasil)

Enel SP CNS-OMBR-MAT-21-1020-EDSP: redes em loteamentos e empreendimentos particulares

  • Em vigor CNS-OMBR-MAT-21-1020-EDSP, versão 03 de 24/08/2022

Por Eng. Vinicius Esteves Brisolla de Barros Atualizado em Revisado pela engenharia em

Em resumo

A especificação CNS-OMBR-MAT-21-1020-EDSP define como a Enel SP analisa, recebe e incorpora a rede elétrica construída por loteadores e empreendedores, da consulta preliminar à ligação dos lotes. A versão vigente é a 03, de 24/08/2022; a execução da obra segue também a especificação de autoconstrução GRI-EDBR-CNS-GRI-0014.

Versão comentada (PDF)

Os comentários da engenharia da VBE, seção por seção.

Nesta página
  1. Situação da norma
  2. A quem se aplica
  3. Como a especificação está organizada
  4. Pontos que mais geram dúvida ou reprovação
  5. Como aplicar na prática
  6. Fontes oficiais
  7. Perguntas frequentes

Situação da norma

  1. Em vigor hoje

    CNS-OMBR-MAT-21-1020-EDSP, versão 03 de 24/08/2022

  2. Revisado pela VBE em 01 de set. de 2026

    Resumo e comentários conferidos com a fonte oficial.

A quem se aplica

A especificação CNS-OMBR-MAT-21-1020-EDSP vale para loteadores, incorporadores, prefeituras e projetistas que vão levar rede de distribuição a loteamentos e empreendimentos particulares na área da Enel Distribuição São Paulo. Ela se apoia na Lei nº 6.766/1979, que obriga o loteador a prover a infraestrutura básica, inclusive energia e iluminação das vias, e na REN ANEEL nº 1.000/2021. Também cobre zonas de interesse social, parcelamentos populares e o atendimento a título precário.

A construção da rede pelo empreendedor segue, além dela, a especificação de autoconstrução GRI-EDBR-CNS-GRI-0014 (CNS-NDBR-DBR-19-0279-EDBR), cuja versão 07 foi publicada em 16/06/2026. Rede subterrânea em condomínio tem ainda fascículo próprio da Enel SP.

Como a especificação está organizada

Item Tema
7.1 Condições gerais: padrões de rede, ponto de conexão, equipamentos
7.2.1 a 7.2.8 Etapas: consulta preliminar, projeto, execução, tombamento, comissionamento, servidão, interligação e ligação
7.3 Construção da rede: vias, calçadas, acesso de caminhão
7.4 Atendimento a título precário
7.5 Previsão de cargas
7.6 Projetos: escalas, georreferenciamento, rede aérea e subterrânea
7.7 Inspeção de materiais
7.8 a 7.10 Interligação, execução e término das obras
Anexos Relação de materiais, simbologia e desenhos de vias internas

Pontos que mais geram dúvida ou reprovação

Padrão de rede. Rede aérea primária só compacta e secundária só com cabos multiplexados isolados. Transformadores, religadores, reguladores e quadros devem ser de fabricante homologado, com número de tombamento dado pela Enel (item 7.1).

Vias. Leito carroçável interno de no mínimo 4 m entre guias e calçada de no mínimo 1,90 m, com faixa de serviço para os postes. O caminhão guindauto precisa de dois acessos, área de manobra ou rotatória (item 7.3 e desenhos).

Previsão de carga. Circuitos e transformadores dimensionados para pelo menos 5 anos sem alteração e obras civis para 10 anos (item 7.5).

Projeto. Plantas em DWG, georreferenciadas em UTM SIRGAS2000, escala 1:1000 para rede aérea e 1:500 para subterrânea. Validade de 24 meses após a liberação.

Iluminação. Em via pública, o projeto precisa da anuência do município. Em via interna particular, luminárias não podem usar os postes da rede de distribuição.

Documentos finais. Sem escritura de servidão (ou viário público), contratos assinados e as built com dados dos transformadores, não há interligação. Matrícula e certidões precisam ter menos de 30 dias, e mudança de nome de rua deve ser comunicada 30 dias antes dos pedidos de ligação.

Materiais. A especificação de autoconstrução exige materiais novos, da lista de homologados da Enel, com nota fiscal; reformados ou reaproveitados são recusados na fiscalização.

Como aplicar na prática

  1. Faça a consulta preliminar com memorial, carga, demanda e planta de implantação (7.2.1).
  2. Desenhe o arruamento já com as larguras e acessos da especificação.
  3. Elabore os projetos elétrico, civil e de iluminação e submeta com ARTs e aprovações municipais (7.2.2).
  4. Contrate executora habilitada e materiais homologados; comunique o início da obra (7.2.3 e GRI-0014).
  5. Solicite tombamento e comissionamento com ensaios, as built e garantias (7.2.4 e 7.2.5).
  6. Regularize servidão, assine os contratos e peça interligação e depois a ligação dos lotes (7.2.6 a 7.2.8).

A VBE projeta e executa redes de loteamentos e condomínios no padrão Enel SP, com acompanhamento até a incorporação.

Fontes oficiais

Resumo informativo da VBE Engenharia. Não substitui o texto oficial. Cada instalação exige análise por profissional habilitado.

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Ficha

Documento
Enel SP
Título
Redes em loteamentos e empreendimentos particulares
Emitido por
Enel Distribuição São Paulo (Enel Grids Brasil)
Em vigor hoje
CNS-OMBR-MAT-21-1020-EDSP, versão 03 de 24/08/2022
Acesso
Documento público, gratuito

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Perguntas sobre a Enel SP

Qual norma da Enel SP vale para eletrificação de loteamento?

A CNS-OMBR-MAT-21-1020-EDSP, Requisitos para o Atendimento e Incorporação de Redes em Loteamentos e Empreendimentos Particulares, versão 03 de 24/08/2022. A construção pelo empreendedor segue também a GRI-EDBR-CNS-GRI-0014 (Autoconstrução de Rede de Distribuição).

Que tipo de rede a Enel SP aceita em loteamento novo?

Em rede aérea, primária compacta (spacer cable) e secundária com cabos multiplexados isolados; em rede subterrânea, cabos de alumínio isolados com infraestrutura civil no padrão da distribuidora. A baixa tensão é 127/220 V em estrela (item 7.1).

Quanto tempo vale o projeto liberado pela Enel SP?

24 meses a partir da liberação. Depois disso, é preciso apresentar novo projeto.

Quando a rede do loteamento é energizada?

Depois do comissionamento, da escritura de servidão ou comprovação de viário público e da assinatura dos contratos de obra e de incorporação, sem pendências documentais (itens 7.2.5 a 7.2.7).

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