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EDP São Paulo Distribuição de Energia S.A.

PT.DT.PDN.00094 (EDP SP): entrada de energia e subestação em média tensão

  • Em vigor PT.DT.PDN.00094 versão 04, vigência desde 22/05/2026

Por Eng. Vinicius Esteves Brisolla de Barros Atualizado em Revisado pela engenharia em

Em resumo

O PT.DT.PDN.00094 é o padrão técnico da EDP para fornecimento em tensão primária de distribuição, usado pela EDP São Paulo e pela EDP Espírito Santo. Vale para carga instalada acima de 75 kW e demanda até 2.500 kW. A versão vigente é a 04, com início de vigência em 22/05/2026.

Versão comentada (PDF)

Os comentários da engenharia da VBE, seção por seção.

Nesta página
  1. Situação da norma
  2. A quem se aplica
  3. Como a norma está organizada
  4. Pontos que mais geram dúvida ou reprovação
  5. Como aplicar na prática
  6. Fontes oficiais
  7. Perguntas frequentes

Situação da norma

  1. Em vigor hoje

    PT.DT.PDN.00094 versão 04, vigência desde 22/05/2026

  2. Revisado pela VBE em 21 de ago. de 2026

    Resumo e comentários conferidos com a fonte oficial.

A quem se aplica

O PT.DT.PDN.00094 unificou os padrões de tensão primária da EDP São Paulo e da EDP Espírito Santo. Ele substituiu os antigos PT.DT.PDN.03.14.017 (PT.DT.PDN.00065) e PT.DT.PDN.03.14.001 (PT.DT.PDN.00047). Vale para instalações residenciais, comerciais e industriais, urbanas ou rurais, com carga instalada acima de 75 kW, ligadas na rede aérea primária da EDP (seção 2).

Quem usa a norma:

  • indústrias, centros logísticos, hospitais, escolas, condomínios e comércio de maior porte;
  • projetistas da entrada de energia e da subestação;
  • montadores de subestação em poste, cabine de alvenaria e conjunto blindado.

Como o documento serve às duas distribuidoras, algumas exigências aparecem separadas para EDP SP e EDP ES. Em São Paulo, use sempre o trecho indicado para a EDP SP.

Como a norma está organizada

Item Tema
1 a 4 Objetivo, aplicação, referências e definições
5.1 Condições gerais: limite de fornecimento, condições não permitidas, suspensão, perturbações, permanente e provisório
5.2 Procedimento: ligação nova, acréscimo de carga, viabilidade, projeto, validade, responsabilidade profissional, pedido de ligação e inspeção
5.3 Condições técnicas: execução, conservação, acesso, bomba de incêndio, geradores com e sem paralelismo, capacitores, recarga de veículos
5.4 Materiais e equipamentos padronizados: poste, isoladores, para-raios, disjuntor, relés, caixas, barramentos, transformadores, aterramento
5.5 a 5.11 Subestação de entrada e seus tipos: conjunto blindado, convencional, compartilhada, até 300 kVA, simplificada em conjunto blindado e em poste único
5.12 Recomendações de segurança na operação e manutenção
6 a 8 Informação documentada, histórico e anexos

Pontos que mais geram dúvida ou reprovação

Medição única para várias unidades. O item 5.1.3 proíbe uma só medição para mais de uma unidade consumidora e a extensão da instalação além dos limites da propriedade. Galpões divididos entre empresas precisam de solução de projeto desde o início.

Transformador. A potência instalada não pode ser alterada sem autorização prévia da EDP (item 5.1.3). A troca por um transformador maior, sem novo projeto, é causa frequente de problema.

Subestação simplificada. Até 300 kVA com um único transformador ela simplifica a proteção, mas não dispensa o disjuntor em caixa moldada na baixa tensão. Prever expansão acima desse limite muda o tipo de subestação.

Projeto incompleto. O projeto deve ser assinado por profissional habilitado e entregue em arquivo digital no formato pedido no Anexo F (item 5.2.4). Faltar memorial, relação de cargas ou dados de motores grandes devolve o processo.

Geração e capacitores. Gerador com ou sem paralelismo e banco de capacitores têm itens próprios (5.3.5 a 5.3.7). Ligar gerador de emergência sem o intertravamento previsto é motivo de reprovação.

Como aplicar na prática

  1. Confirme o enquadramento: carga acima de 75 kW e demanda prevista até 2.500 kW.
  2. Peça as informações preliminares do ponto de conexão: tensão, sistema e tipo de rede.
  3. Escolha o tipo de subestação pelos itens 5.5 a 5.11, considerando a expansão futura.
  4. Elabore o projeto com memorial, proteção e desenhos e submeta à EDP.
  5. Compre os equipamentos só depois da liberação, com materiais padronizados pela EDP.
  6. Execute, peça a inspeção e a ligação dentro dos 24 meses de validade do projeto.

A VBE projeta e executa subestações de entrada em média tensão na área da EDP SP, da análise do projeto à energização.

Fontes oficiais

Resumo informativo da VBE Engenharia. Não substitui o texto oficial. Cada instalação exige análise por profissional habilitado.

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Ficha

Documento
EDP SP
Título
Fornecimento em média tensão
Emitido por
EDP São Paulo Distribuição de Energia S.A.
Em vigor hoje
PT.DT.PDN.00094 versão 04, vigência desde 22/05/2026
Acesso
Documento público, gratuito

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Perguntas sobre a EDP SP

Quando a EDP SP liga em média tensão?

Quando a carga instalada passa de 75 kW e a demanda a contratar é de até 2.500 kW (item 5.1.2). Acima de 2.500 kW é preciso pedir antes a viabilidade técnica (item 5.2.3).

Posso usar subestação em poste com fusível, sem disjuntor de média tensão?

Sim, para um único transformador de até 300 kVA, em subestação simplificada. Nesse caso a proteção geral em média tensão pode ser por fusíveis e a baixa tensão deve ter disjuntor termomagnético em caixa moldada (item 5.9).

Por quanto tempo vale o projeto analisado pela EDP?

Vinte e quatro meses para efetivar a ligação (item 5.2.5). Passado o prazo, o projeto volta para nova análise.

Quais tensões primárias a EDP SP usa?

O padrão prevê fornecimento em estrela com neutro aterrado nas tensões de 11,4 kV, 13,2 kV, 13,8 kV e 34,5 kV. Para a EDP SP, os transformadores devem ter derivações de 13,8/13,2/12,6 kV na classe 15 kV ou 34,5/33,0/31,5 kV na classe 36,2 kV.

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