
Carregador de veículo elétrico no condomínio: quem paga e como aprovar em assembleia
A frota de veículos elétricos no Brasil cresce rápido — e, junto com ela, cresce o número de moradores de condomínios verticais batendo à porta do síndico…

Norma ABNT NBR 17019, capacidade elétrica de condomínios, aprovação em assembleia e eletropostos comerciais.

A frota de veículos elétricos no Brasil cresce rápido — e, junto com ela, cresce o número de moradores de condomínios verticais batendo à porta do síndico…

Instalar um carregador veicular sem projeto técnico pode até "funcionar" no primeiro dia — mas funcionar não é o mesmo que estar seguro, conforme ou…

Antes de discutir quem paga ou como aprovar em assembleia, existe uma pergunta técnica que precisa vir primeiro — e que muitos condomínios só respondem…

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Como regra geral, o condômino que solicita o carregador arca com o custo da estrutura ligada à sua vaga privativa — projeto, wallbox, cabeamento e ART. Já as adequações de infraestrutura coletiva que a instalação eventualmente exigir (reforço de quadro geral, dutos, sistemas de segurança contra incêndio) são despesas comuns, aprovadas em assembleia, e rateadas entre todos os condôminos.
Depende. No Estado de São Paulo, a Lei estadual nº 18.403/2026 assegura ao condômino o direito de instalar, às suas expensas, um carregador na própria vaga privativa, com comunicação prévia ao condomínio, ART e respeito às normas técnicas; a convenção não pode proibir sem justificativa técnica ou de segurança documentada. Ainda assim, sempre que a instalação exigir intervenção na infraestrutura coletiva — como reforço do quadro geral —, essa parte específica depende de aprovação em assembleia.
Muitos edifícios construídos antes da popularização dos veículos elétricos têm quadros elétricos subdimensionados para esse tipo de carga adicional. Isso não impede a instalação, mas exige uma avaliação técnica prévia da capacidade elétrica do prédio. Se a estrutura não comportar múltiplos carregadores simultâneos, o ideal é apresentar um laudo técnico à assembleia para que os condôminos decidam entre ampliar a infraestrutura ou limitar o número de pontos autorizados.
Não deveria. A recarga é consumo individual e precisa ser medida separadamente, seja por medidor próprio vinculado à unidade, seja por um sistema de gestão de carga com faturamento direto. Quem não tem veículo elétrico não deve subsidiar quem tem — por isso, medição individualizada é praticamente indispensável em qualquer instalação bem planejada. A convenção ou o regimento define como cobrar o consumo.
Quando o sistema é projetado corretamente, seguindo a norma técnica ABNT NBR 17019 (que trata especificamente da instalação elétrica para veículos elétricos) em conjunto com a ABNT NBR 5410, o risco é controlado — comparável ao de outros equipamentos elétricos de alta potência já comuns em edificações, como sistemas de ar-condicionado central. O risco real aparece em instalações improvisadas: uso de tomadas comuns, ausência de dispositivos de proteção adequados (DR, DPS) ou dimensionamento de cabos feito sem projeto técnico.
O investimento depende da quantidade de pontos, da potência (carregadores AC para quem fica horas no local ou DC rápidos para alta rotatividade), da capacidade disponível na entrada de energia e das obras civis e elétricas necessárias. Quando a entrada precisa ser ampliada ou passar para média tensão, esse item costuma pesar no orçamento. O estudo de demanda define o cenário antes de qualquer proposta.
A principal é a ABNT NBR 17019:2022, que trata especificamente dos requisitos para instalações elétricas destinadas à alimentação de veículos elétricos — dimensionamento de cabos, disjuntores, DR, DPS e aterramento. Ela funciona em conjunto com a ABNT NBR 5410, que rege a instalação elétrica geral do imóvel. Dependendo do estado, normas do Corpo de Bombeiros também podem se aplicar, especialmente em garagens fechadas.
Carregadores AC (7 kW a 22 kW) são indicados para locais de longa permanência — condomínios, estacionamentos de empresas, hotéis — onde o veículo fica horas estacionado, com recarga completa que leva de algumas horas a uma noite, conforme a bateria e o carregador de bordo do veículo. Carregadores DC (a partir de 50 kW, podendo chegar a 350 kW nos ultrarrápidos) são voltados para alta rotatividade — rodovias, postos de combustível —, entregando boa parte da autonomia em 15 a 60 minutos, conforme a potência e o veículo, mas com custo de equipamento e infraestrutura elétrica muito mais alto.
Instalação de carregadores para veículos elétricos conforme ABNT NBR 17019 e IT 41 dos Bombeiros de SP: estudo de demanda, projeto com ART e gestão de carga. Conheça o serviço.